quarta-feira, 21 de maio de 2025

Santificação I

INTRODUÇÃO

Na tradição teológica protestante a santificação é distinta da justificação e da regeneração. Todas elas têm a mesma raiz e não podem ser, de facto, desligadas. Enquanto o termo justificação diz respeito à declaração jurídica de Deus pela qual o pecador é declarado justo, e em consideração ao que Cristo fez por ele, a santificação é o seu efeito, a sua execução eficaz. O termo regeneração é confinado ao acto inicial eficaz pelo qual a nova vida é transmitida ao pecador e resultante na sua conversão, da qual a santificação é conhecida como o seu desenvolvimento progressivo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará

“Todos os homens nascem livres e iguais em direitos”, trata-se do primeiro artigo da declaração universal dos direitos humanos e é a noção de liberdade que se quer ver debatida. Será um povo livre para fazer o que quiser? Um país soberano pode fazer o que quiser? Enquanto indivíduo serei livre para fazer o que quero? Se somos seres dotados de liberdade, o que é um facto anterior à afirmação dos direitos, logo temos a capacidade de fazer escolhas e temos também a capacidade de realizar acções correspondentes às nossas escolhas, ou seja, sendo verdadeira esta premissa assume-se que podemos fazer o que queremos. 



quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Corpo místico e Colectivismo

Não deixa de ser paradoxal o engrandecimento do indivíduo no campo religioso tendo origem num tempo em que o colectivismo arrasa completamente o indivíduo a todos os níveis. A ideia subjacente é que a religião democratizada pertence apenas ao âmbito da nossa vida privada e que se trata apenas de um campo pessoal e não colectivo. Alguma razão existe nesse princípio. Falando na religião que mais fez pelo ser humano enquanto indivíduo, o cristianismo, é óbvia a ideia de que o relacionamento com o divino pertence à esfera pessoal e só admite a intermediação do mediador nomeado por quem teve a iniciativa do Pacto e que se deu voluntariamente para tal.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

 Quando as igrejas se tornam num negócio

1) Os Pastores funcionam como CEOs.

2) Os membros tornam-se em consumidores.

3) As outras igrejas tornam-se na concorrência.

4) O evangelismo é reduzido ao Marketing.

5) A plantação de igrejas é mais um tipo de franchising.

6) Os números são a primeira bitola de sucesso.

7) A oração e a Palavra são substituídas por fórmulas.

8) O reavivamento é reduzido a um programa de alguns dias de levantamento de fundos.

9) A pregação soa mais a um discurso motivacional. Todos devem clamar "amen, eu recebo!" durante o concerto, quer dizer, "culto"...

10) Adoração e louvor são transformados em actuação. Os melhores actores dirigem o louvor.

11) O Espírito de Deus é reduzido a um "emocionalismo". Não há um real poder de Deus, mas tão somente um sensacionalismo hipnótico.

12) Os santos são entretidos em vez de serem equipados. 

13) Os discípulos de Cristo são tornados em meninos, meninas e fãs de Deus.

14) A Igreja, um corpo vivo, torna-se um corpo sem vida.

15) Um império de um líder é construído ao invés do
avanço do reino de Deus.

16) O pastor torna-se num super-homem e Jesus Cristo é reduzido a mais uma figura moral e religiosa.

Algum destes pontos nos é familiar nesta geração? Se alguém estiver sob este padrão de "cristianismo" é porque já frequenta uma seita e não a Igreja de Jesus Cristo. Saia enquanto é tempo!!!

Todo o acima exposto é exactamente o que fez Jesus perguntar:

"Quando o Filho do Homem vier achará ainda fé na Terra?"

(Lucas 18)

domingo, 11 de setembro de 2022

Pastores à beira do abismo - Autópsia a uma morte anunciada

Eles estão mortos, embora ainda andem. Eles estão mortos emocionalmente. A sua visão e paixão estão mortas. A sua vida espiritual está a perder todos os sinais vitais. Eles estão completamente esgotados pelas pressões sufocantes da vida e do ministério. Muitos já morreram em relação à sua vocação e chamada. Outros estão a caminho e bem próximo desta triste realidade.

Autópsias não é um tema agradável para escrever e ler. Mas eu seria negligente se eu não compartilhasse contigo sobre o número de pastores que estão mortos no ministério. Tu precisas entender esta realidade. Tu precisas orar por eles. Tu precisas caminhar ao lado deles. Como estes pastores morreram? As suas autópsias descobriram oito padrões comuns. Alguns pastores manifestam quatro ou cinco deles. Muitos manifestam todos eles.



1. Eles disseram "sim" à maioria dos membros. Para evitar conflitos e críticas, esses pastores tentaram agradar a maioria dos membros da igreja. O caminho desses pastores não era sustentável. O seu caminho era insalubre, levando à morte.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

"Deus está morto" (Nietzsche); "Nietzsche está morto" (Deus)

 Nietzsche e a morte de Deus. O que ele faz é mostrar para o homem moderno que Deus está morto e que nós todos somos os assassinos. Traz a luz sobre uma realidade incontornável do próprio movimento do esclarecimento, a saber, o Homem moderno é quem colocou o mundo e a História sob o signo da razão esclarecida, que abomina qualquer tipo de subjugação, de vassalagem, que é a razão absoluta da autodeterminação. Ora, manter Deus seria manter essa tal atitude de subordinação. Não admira, portanto, que Nietzsche erija a ciência moderna, ateísta por vocação, como uma espécie de emancipação humana anteriormente submissa ao divino e transcendente.

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Desafios contemporâneos

 A verdade é que o cristianismo está em declínio na nossa cultura, uma cultura regressada ao culto pagão. Uma espécie de racionalismo ateísta oriundo das Luzes cuja sua ontologia nos leva a um evolucionismo diferente da hipótese emanacionista do tipo plotiniano ou bramânico, ou da criação ex-nihilo das religiões reveladas nas quais o Criador e a criação possuem essências radicalmente distintas e separadas. De acordo com esta ideia, a matéria evolui continuamente por si só e sem qualquer intervenção externa; isto ao ponto de se tornar mais complexa ao ponto de gerar a aparência espontânea da consciência e da mente. Nesta visão evolutiva de uma existência sem uma verdadeira causa espiritual primária – sem arkhè  – a vida, a consciência e o espírito são apenas etapas sucessivas da mesma matéria autocriada e auto-organizada. Assiste-se a uma espécie de monismo invertido onde a matéria precede o espírito sendo que este último seria um estágio “evoluído” da matéria a qual está subjacente ao pensamento político, social e intelectual do Ocidente contemporâneo.


A decadência do cristianismo no Ocidente é um facto apesar do aparecimento contínuo e sistemático das chamadas Mega Igrejas
, ou igrejas da chamada “prosperidade”. Este fenómeno não nos aparece apenas como um fenómeno de reconfiguração devido à falta de compreensão da verdadeira natureza e missão da Igreja, mas também como um sintoma do afastamento geral dos povos ocidentais da herança cristã e o abraçar da cultura materialista dominante. Embora seja evidente que no chamado Ocidente o protestantismo evangélico esteja em declínio acentuado, o modelo moderno de ver a Igreja também tem os seus dias contados porque, no fundo, nele reside uma mentalidade industrial da qual a nossa cultura agora se afasta, fruto de um pensamento evolutivo.

Santificação III

3. Crítica SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA (obras salpicadas pela graça) Normalmente acontece que os crentes recentemente convertidos são levados a...