Teologia e Apologética Cristã em Portugal. Reflexões bíblicas e sociais à luz das Escrituras.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
O Espírito age como quer
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
10 considerações sobre a Igreja actual
1. A descristianização da Europa. “Deus está morto”, escreveu Nietzsche e é este o refrão que ecoa na existência de uma sociedade anestesiada pelo conforto, abundância e luxúria. O Paraíso tem-se tornado um subúrbio da grande cidade Terra e a existência terrestre tem sido a única realidade presente. A maior tarefa que o europeu emprega neste século XXI é de tornar esta existência o mais prazenteira possível. Todo o pensamento humano se tem tornado existencialista, todos os seus esforços se têm concentrado no melhoramento das condições da vida presente.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Cristianismo contemporâneo
domingo, 9 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Reavivamento
“São do mundo, mas não estão no mundo”. Esta é a nova versão produzida pelo evangelicalismo contemporâneo (e não só!) através do torneamento da fórmula bem conhecida “Estão no mundo, mas não são do mundo”. O moderno evangélico é do mundo, mas não está no mundo. Mais mundano que nunca, ele está, porém, cada vez menos empenhado em estar física e moralmente no mundo através do compromisso ordenado por Cristo ao qual chamamos a Grande Comissão “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”.
É cada vez mais recorrente a ânsia a que se assiste ao orar e clamar por um reavivamento espiritual nas igrejas. É salutar que os crentes assim o desejem. Queremos ver as igrejas locais cheias de almas sedentas do Evangelho, queremos ver conversões e baptismos, queremos ver a obra de Deus a ser realizada e, muito legitimamente, queremos fazer parte dela, ou, na maioria das vezes, queremos provocá-la ou, simplesmente, fazê-la por nós próprios. Isto porque a pressão à qual o crente está sujeito pela inactividade e mornidão das comunidades evangélicas cria, invariavelmente, um desespero legítimo pelo cumprimento do mandamento de Deus no que respeita à evangelização.
Seja como for, legítima ou ilegitimamente as igrejas locais anseiam por um reavivamento religioso. Curioso é de observar o seu modus operandi na maior parte das suas acções. Congressos, conferências, grandes ajuntamentos, manifestações, jejuns, cursos de “plantação de igrejas”, novas tecnologias, tudo serve para dar graças a Deus sem que, porém, nada a médio-longo prazo tenha a devida consistência. Mais raramente existem reuniões de oração, pregação fiel da Palavra e testemunho pessoal e directo. É interessante ver que as igrejas, recorrentemente, actuam de um modo inversamente proporcional à maneira como Cristo actuava: Cristo pregava e orava muito; nas igrejas cada vez se prega e ora menos. O mesmo se passava com os apóstolos e todos aqueles grandes homens que estiveram envolvidos em reavivamentos e em cujo testemunho, escrito ou oral, era evidente a pregação expositiva fiel e a oração fervente. Não apenas deles em particular, mas das suas congregações em geral. Além do mais, eles não edificavam a Igreja, apenas plantavam. Mas sabiam plantar bem.
As reuniões de oração, tal como as de pregação (se assim lhes posso chamar, pois qualquer reunião tem de ter pregação. Vejo reuniões de jovens com várias actividades atraentes, concertos da chamada música cristã, passeios, lanches, teatros, encontros informais, mas raramente a velha reunião de oração e pregação) tendem a desaparecer por causa da sua irrelevância a um público encharcado dos media onde o controlo remoto o faz sentir dono e senhor da realidade a observar e onde a velocidade é rainha nesta era de ebulição técnico-social. Não há mais paciência para ouvir, apenas para observar como se faz com a TV, observar passiva e languidamente. E se não se aprecia um programa muda-se imediatamente para outro. Instantaneamente. Sem complexos. Rapidamente. Tal é a geração Zapping (Termo que consiste em mudar de canal de televisão constantemente, fazendo uso do telecomando). Com o controlo do mundo (seu mundo) na ponta dos dedos, o zappista apenas escolhe a realidade para ele mais interessante num determinado ponto do tempo. Tal é o crente na igreja. Não gosta, muda de canal. É monótono, muda de canal. É chato, muda de canal. Há programas mais divertidos, muda de canal. O pastor é rigoroso, muda de pastor. A igreja é fastidiosa, muda de igreja.
E ansiamos por um reavivamento!
“Quando o teu povo de Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e se converterem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem, e suplicarem a ti nesta casa, ouve tu, então, nos céus, e perdoa o pecado do teu povo de Israel, e torna a levá-lo à terra que tens dado a seus pais” (1 Reis 8.33 – 34). Se falta a pregação de exortação, de repreensão, de consolação e a oração de súplica, de louvor, de arrependimento, então como pode haver reavivamento? Se o povo de Deus não reconhece o seu pecado, não as suas imperfeições, ou pecadilhos, ou fraquezas, mas o pecado passado e presente com todo o seu peso de juízo, então como quer este povo que Deus aja? Sim, o pecado passado não denunciado, o colectivo, não apenas o individual, mas, por solidariedade, o pecado de todos nós, da igreja local, até do povo e do país. Sim, se gozamos da promessa feita a nossos pais é coerente dizer que também temos sobre os nossos ombros o que decorre dos seus pecados, não no particular (a alma que pecar, essa morrerá, Ezequiel), mas no geral (Eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, Êxodo). Como ser solidário numa época de perfeito anonimato e privacidade? Como ter arrependimento numa época em que o importante não é não pecar, mas que não se saiba que se peca e na qual se estima que o que faço não concerne os demais?
Reavivamento? Apenas quando houver pregação fiel, incisiva e poderosa acompanhada por oração de arrependimento e súplicas. De outro modo vamos ter igrejas que dormem. Algumas andam sonâmbulas, isto é, andam, falam, ouvem, mas dormindo. Parecem acordadas, mas, de facto, dormem. E sabemos o perigo de acordar sonâmbulos.
sábado, 28 de agosto de 2010
Actualidade do Cristianismo
Tomo a liberdade de referir a hiperligação supra referente a um blog cujo conteúdo costuma ser bem interessante, actual e pertinente.
Nesta última intervenção o autor toca num ponto deveras importante: estamos no século XXI!
"Ouvindo algumas pregações aqui e acolá, em canais de TV e em igrejas, percebo que muitos dos discursos e pregações de nossos dias estão muito distantes de ser comparados às pregações empolgantes de Jesus. Acredito que uma das razões seja a nossa incapacidade de ler nosso tempo, agravada pela pobreza de nossa leitura dos desígnios de Deus, expressos nas Escrituras. Quando digo “ler nosso tempo”, digo “ler as pessoas de nossos dias”. Jesus entendia o homem de seu tempo como ninguém. Ele compreendia as questões que o homem de seu tempo fazia e, por isso, respondia de forma relevante aos publicanos e pecadores de seu tempo.
Em contrapartida, nossa leitura do varão hodierno — ops! do homem de hoje! — é vergonhosa. Não entendemos seus pensamentos, não entendemos suas questões. Às vezes, tenho a impressão de que a maioria de nós está falando para homens do século XIX, e não só com uma linguagem oitocentista, mas — o que é pior ainda — usando uma lógica e um tipo de reflexão e postura intelectual que é típico do universo espiritual oitocentista."
domingo, 13 de junho de 2010
Pregadores ousados
A verdadeira pregação é aquela que fala a Verdade e a Verdade deve ser proclamada com coragem."Un courage indompté, dans les coeurs des mortels/Fait ou les grands héros, ou les grands criminels" (Uma coragem indomável no coração dos homens/Fá-los grandes heróis ou grandes criminosos). Não somente é necessário ter coragem, mas deixar que essa mesma coragem seja guiada pela Verdade. Daí podermos estimar que a verdadeira coragem, que culmina com o auto-sacrifício, será um risco corrido ou aceite sem alguma motivação egoísta. Coragem imoral não é coragem, mas loucura e ela só poderá ser moral quando a colocamos ao serviço de outrem ou na medida em que ela escape ao interesse egoísta imediato. Assim, o medo é egoísmo, a cobardia também o é. Ao contrário, a coragem não é a ausência de medo, mas sim a capacidade de o ultrapassar, quando ele existe, por uma vontade mais forte e generosa. Vontade ditada pela compreensão da Verdade e da Justiça, do dever e do Amor. A pregação corajosa será aquela desprovida de todo o sentimento centrado em si próprio, nas ambições pessoais e nos próprios interesses imediatos. Será uma pregação lúcida e completa; nua e crua.
Todavia, não é menos verdade que o pregador que se conhece a si mesmo, pois conhece a Deus, sabe perfeitamente o que é que ele pode suportar e o que não pode. Os heróis também o sabem quando estão lúcidos: é isso que os torna humildes, em relação a eles próprios e misericordiosos, em relação aos outros. Pregação corajosa não significa pregação louca, pois mesmo a ousadia só pode constituir uma virtude quando temperada pela prudência. Mas prudência, por si só, não pode ser considerada como compromisso. É o que faz a distinção entre o temerário e o louco e que permanece no cimo entre dois abismos: o cobarde é demasiado submisso aos seus medos; o temerário demasiado despreocupado da sua vida. O corajoso é aquele que o quer ser, cuja vontade é conduzida pelo amor à Verdade, conduzida pelo próprio Amor.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
A propósito daqueles que morrem ser terem ouvido o Evangelho
Santificação III
3. Crítica SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA (obras salpicadas pela graça) Normalmente acontece que os crentes recentemente convertidos são levados a...
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Deparei-me há pouco tempo com a existência cada vez mais acentuada e aceite deste novo (antigo) movimento denominado neo-calvinismo ou, no...
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SANTIFICAÇÃO POSICIONAL : trata da mudança de posição da pertença do mundo para a pertença do Reino de Deus. 1. Santificação Posicional ...
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Por mais que leia e releia, J. C. Ryle é, inconfundivelmente, um dos meus escritores cristãos de eleição. Considero o seu legado único tant...

