Na minha opinião, neste filme é muito bem retratado a igreja pentecostal norte-americana numa América profunda fanaticamente ligada ao cristianismo, cheia de sensacionalismo, de barulho, de manifestações sensuais, com pouca pregação, mas bastante êxtase e emoção. Não raro é observar a confusão gerada em tais meios onde o “espiritual” é, na sua esmagadora maioria, confundido com o sensual e espectacular. Vem-me à memória o livro de John MacArthur sobre os carismáticos onde escreve “A obra do Espírito ficou confundida com êxtases pagãos” (Os Carismáticos, Editora Fiel, 1981, pág.. 109).
Teologia e Apologética Cristã em Portugal. Reflexões bíblicas e sociais à luz das Escrituras.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Os “apóstolos” e os outros…
Na minha opinião, neste filme é muito bem retratado a igreja pentecostal norte-americana numa América profunda fanaticamente ligada ao cristianismo, cheia de sensacionalismo, de barulho, de manifestações sensuais, com pouca pregação, mas bastante êxtase e emoção. Não raro é observar a confusão gerada em tais meios onde o “espiritual” é, na sua esmagadora maioria, confundido com o sensual e espectacular. Vem-me à memória o livro de John MacArthur sobre os carismáticos onde escreve “A obra do Espírito ficou confundida com êxtases pagãos” (Os Carismáticos, Editora Fiel, 1981, pág.. 109).
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Ainda sobre o dia da mãe…
Mais uma vez devo e vou contra a corrente. Nunca compreendi claramente o porquê dos evangélicos comemorarem em suas congregações um dia dedicado às mães. Por mais que busque uma razão nas Escrituras, a mesma teima em não aparecer. Sempre pensei que os cultos nas igrejas evangélicas deveriam primar pela simplicidade onde Deus e a sua obra deveriam ser o centro das atenções, onde a pregação da Palavra deveria ser fulcral, onde o louvor a Deus deveria ser exercido de uma maneira solene e respeitosa, onde a oração deveria tomar uma posição mais central, enfim, tudo aquilo que Jesus Cristo mais fazia enquanto homem na Terra. Tudo o resto se desnecessário, se não explicitamente ordenado, deveria ser pura e simplesmente erradicado de um culto.
sábado, 12 de maio de 2012
Catolicismo romano sem vergonha
Não que não seja n
ada a que não estejamos habituados neste pobre país tão rico em cultura, mas tão pobre em princípios. Segundo noticiado no Jornal de Notícias do Porto, cristo foi à Católica fazer uma TAC (leia a notícia aqui). A estátua que representa a imagem do nosso Senhor de Matosinhos, antiga de cerca de 700 a 900 anos, é o objecto de um trabalho de Alexandre Maniés que procede à consolidação e ao restauro da escultura no âmbito de um mestrado na Universidade Católica. “Financiado pela autarquia, o trabalho permitiu perceber o avanço da degradação, causado insecto xilófago (bicho da madeira) e por restauros mal pensados.”
sábado, 28 de abril de 2012
O que para aí vem...
A teoria de uma conspiração
universal destinada a estabelecer uma nova ordem mundial não é propriamente uma
novidade. Essa tendência, de uma maneira ou de outra, já teve eco em quase
todas as eras. Desde os primórdios da humanidade que o Homem sonha a conquista,
a dominação, o estabelecer a sua própria ordem e regras. Os impérios, as
colonizações são meras sombras de uma vontade inata de subjugar o Homem pelo
Homem, de fazer prevalecer, a maior parte das vezes pela força, os usos e
costumes do mais forte retirando daí dividendos materiais, sociais e morais.
O que distingue a sede de
conquista do antes e do agora é a sua universalidade e meios disponíveis.
Universalidade porque o planeta está encurtado devido à proximidade facultada sobretudo
e principalmente pelos meios de comunicação. Quando a figura do Cristiano
Ronaldo se torna mais familiar que a do nosso vizinho do lado então é porque
alguma coisa de inédito se está a passar. São estes mesmos meios
disponibilizados por uma “sociedade onde
o poder é inseparável da riqueza e a riqueza é inseparável da velocidade. Não
poder democrático, mas poder domocrático – do grego dromos, corrida – e toda a
sociedade é uma sociedade de corrida” (Paul Virilio) que está fazendo desta
sociedade uma sociedade cosmopolita global. Mesmo a democracia deve a sua
expansão à influência do progresso das comunicações a nível global.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
10 considerações sobre a Igreja actual
Ninguém pode, em toda a honestidade, negar a realidade de uma crise na Igreja da Europa. O fechar os olhos à crise eclesiástica não é uma prova de amor, pois o verdadeiro amor não aceita cega e passivamente os defeitos do ser amado. Qualquer observador atento concorda que existe uma verdadeira perturbação na Igreja europeia. Como se manifesta esta crise?
1. A descristianização da Europa. “Deus está morto”, escreveu Nietzsche e é este o refrão que ecoa na existência de uma sociedade anestesiada pelo conforto, abundância e luxúria. O Paraíso tem-se tornado um subúrbio da grande cidade Terra e a existência terrestre tem sido a única realidade presente. A maior tarefa que o europeu emprega neste século XXI é de tornar esta existência o mais prazenteira possível. Todo o pensamento humano se tem tornado existencialista, todos os seus esforços se têm concentrado no melhoramento das condições da vida presente.
1. A descristianização da Europa. “Deus está morto”, escreveu Nietzsche e é este o refrão que ecoa na existência de uma sociedade anestesiada pelo conforto, abundância e luxúria. O Paraíso tem-se tornado um subúrbio da grande cidade Terra e a existência terrestre tem sido a única realidade presente. A maior tarefa que o europeu emprega neste século XXI é de tornar esta existência o mais prazenteira possível. Todo o pensamento humano se tem tornado existencialista, todos os seus esforços se têm concentrado no melhoramento das condições da vida presente.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Cristianismo contemporâneo
Grande parte dos argumentos apresentados pelos proponentes
de mudanças drásticas na liturgia, música e estilo na Igreja de Cristo provêm
da teoria das zonas cinzentas. Segundo eles, as zonas cinzentas, áreas de
incerteza prática e/ou teológica são um justificativo para operar medidas de
transformação no que etiquetam de velho, rotineiro ou desmodado. Consciente ou
inconscientemente – esta última devido a deficiências no ensino bíblico – os actores
da igreja contemporânea elegem esta última como um palco por excelência para as
suas actividades modernas em busca de granjear mais e mais indivíduos para os
bancos da Igreja. O que não têm noção é que o cinzento é apenas a mistura do
branco e do preto que povoa o texto bíblico desde o Génesis até ao Apocalipse e
que Deus explana todo o seu ensino em termos dualísticos, ou seja, em branco e
preto: bênção/maldição, amor/ódio, vida/morte, pecado/santidade, Deus/diabo,
bem/mal.
Sob pretexto de “querer” salvar ou contribuir para a
salvação de almas, o crente contemporâneo faz uso de toda a panóplia de
técnicas e recursos existentes que bastantes provas têm dado no mundo das
vendas e do marketing. O refrão é: “não
devemos chocar os descrentes”, “devemos
dar-lhes o que eles querem”, “devemos
fazer com que a Igreja seja um local prazenteiro para eles”. Bastante
pragmáticos, eles acarinham a máxima de que “os fins justificam os meios”.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
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