quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Dinamarca - os homossexuais poderão unir-se em matrimónio na igreja do estado

A partir do próximo verão, os casais homossexuais poderão expressar os seus votos de matrimónio nas igrejas estatais dinamarquesas, explica na primeira página o diário dinamarquês Politiken. Trata-se de uma decisão do novo governo dinamarquês, social-democrata, recém eleito em Setembro último. Actualmente, os pastores da igreja do povo dinamarquês - luterana - que é a igreja oficial do estado, podem simplesmente "abençoar" os casais homossexuais. O Politiken precisa, todavia, que os pastores poderão recusar casar um casal homossexual.


Fonte: http://www.courrierinternational.com/breve/2011/11/23/les-homosexuels-pourront-s-unir-devant-dieu-aussi

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Neo-Calvinismo

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Deparei-me há pouco tempo com a existência cada vez mais acentuada e aceite deste novo (antigo) movimento denominado neo-calvinismo ou, no seu termo original anglo-saxónico, new calvinism. As igrejas adeptas desta forma doutrinal estão cheias e os seus proponentes são considerados por revistas seculares da especialidade como dos mais influentes fazedores de opinião nos círculos eclesiásticos norte-americanos. Os jovens aderem em massa aos encontros, centenas de milhares de downloads de mensagens do género são efectuados, uma imensa rede de recursos eclesiásticos está disponível online, várias igrejas, aparentemente comprometidas com a transmissão de valores cristãos na sociedade, desponta numa sociedade visivelmente pós-cristã e relativista nos seus valores morais e colectivos.
O que é o neo-calvinismo? O termo neo significa novo e o termo Calvinismo é o nome dado ao ramo do Protestantismo que seguiu os ensinos do reformador Calvino. Assim, o termo neo-calvinismo sugere uma forma de Calvinismo diferente do seu significado original.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

494 anos de Reforma protestante

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O mundo mudou completamente quando no dia 31 de Outubro de 1517 um monge destemido de nome Martinho Lutero prega na porta da catedral de Wittemberg as suas 95 teses denunciando doutrinas da igreja católica-romana. De início, Lutero apenas pretendia a reforma da citada instituição religiosa que personificava a religião estatal predominante. Embora a génese deste protesto tenha sido de cariz religioso, logo as forças políticas tiraram o devido partido e estimularam o movimento pela Europa especialmente nos países do centro e norte. O pensamento Renascentista, os abusos católico-romanos e a descoberta de novos mundos que proporcionaram uma visão civilizacional fora da esfera católica-romana deram o impulso desejado a este movimento. A ascensão de uma burguesia comerciante e a insatisfação das casas reais devido à intromissão papal nos assuntos de estado impeliram politicamente a Reforma no seu sentido mais secular.

domingo, 30 de outubro de 2011

O individualismo ameaça a igreja católica-romana

index2http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=87944

Segundo esta notícia, a igreja católica-romana, esmagadoramente maioritária em Portugal, vê-se ameaçada pelo individualismo, imediatismo e tolerantismo. “O “individualismo”, “imediatismo” e “tolerantismo” constituem “grandes desafios” ao catolicismo em Portugal, afirmou esta sexta-feira o bispo do Porto numa conferência realizada na Fundação Inês de Castro, em Coimbra”. D. Manuel Clemente, o historiador e autor do artigo, afirma ainda que “a revisão constante de certezas adquiridas, a desconfiança pós-moderna em relação às pré e meta narrativas” e a “comercialização geral e publicitária dos gostos e comportamentos” contribuem para que o catolicismo sofra “uma erosão permanente”. Na sua opinião relativamente à tolerância, virtude cujo sentido primário se desvaneceu e cuja importância histórica tem sido corrompida ao ponto de não mais se poder chamar de tolerância, mas tolerantismo, ou abandono do campo, o autor dá-se conta de que o Cristianismo está profundamente refém do conceito pós-moderno do mundo cujo desfecho tem sido a erosão permanente não só da instituição religiosa que dá pelo nome de igreja católica-romana, mas do Cristianismo em geral.

Primeiramente cabe salientar que a igreja católica-romana sempre teve uma presença bastante vincada na sociedade lusa. Ela revela-se sempre através da História com uma hierarquia eclesiástica bastante confundida com a sociedade imperial, ou real, onde a diminuta classe dirigente gozava na igreja de um estatuto especial e favorecido face aos cidadãos das classes mais baixas. Esta promiscuidade é bem patente num passado recente através do triunvirato Salazar, Presidente da República e Cardeal Cerejeira. Falemos pois da intolerância respeitante aos livres-pensadores do séc. XVI que blindou a península Ibérica das transformações operadas pela Reforma em outros países da Europa: a liberdade moral, a elevação da classe média e a Indústria. Falemos desse absolutismo intolerante cristalizado no concilio de Trento que veio, tal como a instituição, a transformar e confundir o sentimento cristão na instituição católica. Falemos desse triunfo desta opinião absolutista que empederniu a igreja instituída na esperança de a solidificar e que constituiu “uma verdadeira calamidade para as nações católicas” (Antero de Quental). Falemos dessa tradição que, num símbolo terrivelmente expressivo, apresenta-nos Camões, o cantor das glórias passadas que nos empobreceram devido à centralização de recursos e riquezas, mendigando para sustentar a velhice triste e desalentada, a imagem da nação que esquece que Portugal, o Portugal das conquistas “cristãs”, é esse guerreiro altivo, nobre e fantástico, que voluntariamente arruína as suas propriedades para maior glória do seu idealismo poético-cristão.

O catolicismo absolutista gerava, inevitavelmente, o espírito aristocrático, com o seu cortejo de privilégios, de injustiças, com o predomínio das tendências guerreiras (leia-se prosélitas) sobre as industriais. A influência do espírito de intolerância absolutista e dogmático na sua doutrina falseada, nomeadamente na soteriológica, cria uma indiferença pela filosofia, pela ciência, pelos movimentos moral e social e mergulha a sociedade num sono anedótico, num torpor ridículo face às transformações num continente marcado pela Reforma e suas consequências.

A nossa fatalidade é a nossa História.

Todavia, e paradoxalmente, é este conservadorismo religioso que promove a hierarquia, a disciplina, a ordem que a autoridade se encarrega de assegurar, os dogmas que, de uma maneira firme, regulam a vida, a menina-dos-olhos dos homens dos séculos XVI e XVII cuja crença se baseia no direito divino, se bem que conforme os ditames da instituição religiosa reinante, que guarda o pensamento social do direito natural ditado pelos homens do Renascimento cujo o seu primeiro amor é o ódio pelo constrangimento, a autoridade, os dogmas e cuja linha de pensamento desembocará na adoração pelo Natural, pela tolerância universal, pelo Homem como ponto de aferição nas artes, ciência e letras, pela guerra à tradição e pelo sonho de uma era de paz, prosperidade e iluminação fundadas sobre a razão e a ciência. Neste momento a igreja católica-romana é apanhada na sua própria armadilha. Intolerante, produz intolerância; arrogante, produz arrogância. O homem pós-moderno ciente da sua liberdade, ainda que ilusória, parece ter consciência e permissão de tudo negar, de tudo intolerar, de tudo questionar. D. Manuel Clemente discerne um risco social, mas este risco não faria sentido numa sociedade tradicional, pois risco não é sinónimo de acaso ou perigo. O risco tem a ver com perigos calculados em função das probabilidades futuras. Apenas tem uso numa sociedade voltada para o futuro e implica a existência de uma sociedade ansiosa por se desligar do passado que é, na realidade, a primeira característica de uma sociedade industrial. Preso durante séculos à hegemonia católica-romana, Portugal tem-se libertado, por assim dizer, dos dogmas poeirentos e autoritárias do clero que tudo supervisiona, tudo controla. A emenda tornou-se pior que o soneto. Repentinamente, desligado do seu passado pela revolução dos cravos produzida por uma ideologia liberal de esquerda, ansiosamente à procura de uma Europa industrial e progressista, Portugal encontra-se na arena europeia sem, contudo, estar preparado para tal. Como um indivíduo há muito privado de alimento, este país sofregamente comeu de tudo o que lhe era oferecido, sem limites nem constrangimentos correndo o risco de morrer pela sua própria avidez. A matriz religiosa cristã cujos princípios ainda nos blindavam das investidas humanístico-liberais do demasiado livre-pensamento europeu desapareceu, foi vomitada em favor da “televivência”, do relativismo, da normalização do “mal”, da privatização social, da embriaguez do entretenimento. A igreja católica-romana tem razão em se inquietar.

Os tempos em que vivemos não são propícios nem para os católicos, nem para os evangélicos, nem para ninguém que ouse pronunciar o nome de Cristo ou Deus. De imediato os fantasmas passados da intolerância e autoritarismo dogmático ressurgem. O individualismo é, indubitavelmente, um dos maiores obstáculos à pregação e catecismo dos indivíduos. O individualismo, fruto da privatização dos usos e costumes numa democracia doente e passiva torna o indivíduo amorfo, invejoso e sempre inquieto continuamente promovendo a ideia própria, individual. Falta de debate (o português não é dado ao debate, à troca de ideias) raramente o individualista se dispõe a ouvir, quando ouve, e muito menos a aceitar argumentos que pela sua lógica e coerência poderiam ser no mínimo alvo de pesquisa e reflexão (o português também não aprecia muito este trabalho). “Sempre se fez assim”, é o refrão. “Eu penso assim, tu pensas assado, cada qual na sua” lembra-me um corinho da escola dominical cujo refrão era “Eu no meu cantinho e tu no teu”. Longe estaria eu de pensar que esse coro revelava mais do que eu estimava. O individualismo e a tolerância mal direccionada têm feito muitos estragos na Igreja Evangélica em Portugal. Raramente nos incomodamos com a saúde espiritual do próximo (alegamos que não nos diz respeito), assim como não admitimos que não se preocupem com a nossa (apenas quando andamos “mal”, pois quando achamos que andamos bem somos os primeiros a autopromovê-la…). Raro e o responsável cristão que se arrisca a queimar as vestes para salvar alguém do fogo. A Igreja evangélica vive num torpor religioso onde o importante não é o pecado, mas que os outros saibam que se peca. O sentimentalismo conquistou o púlpito, o lugar mais importante numa igreja, o louvor passou a disciplina obrigatória ao invés da pregação e o entretenimento substituiu o tempo de oração e adoração. O individualismo fez com que mais nada me importe do que a minha pequenina pessoazinha mesquinha e egoísta. Proclama-se a moral de Deus sem o Deus da moral como se os grandes pecados mortais fossem o fumar e o beber (coisas que se vêem) e não o interior moralmente depravado do ser humano que gera toda a espécie de concupiscência e que nos tende a adorar a criatura ao invés do seu Criador.

Quando, pela sua Palavra pregada com poder, o Espírito Santo agir nas consciências dos indivíduos então não teremos mais nada a temer do individualismo, nem do pós-modernismo, nem do relativismo. Mas nessa altura o D. Manuel Clemente terá uma razão mais válida para se inquietar, pois Roma cairá.

Ecclesia semperreformanda est

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Relativismo - Conclusão

Finalmente - e o mais importante de tudo -, a conclusão. Qual é a causa e qual é a cura para o relativismo moral? A origem do relativismo moral não é um argumento e, portanto, a sua cura não será uma refutação de um argumento. Nem a Filosofia, nem a ciência, nem a lógica, nem o senso comum, nem experiência alguma vez refutaram o absolutismo moral tradicional. Não é a razão, mas a abdicação da razão que está na origem do relativismo moral. Relativismo não é racional, apenas é racionalização. Não é a conclusão de um argumento racional. É a racionalização de uma acção prévia. É o repudiar do princípio segundo o qual as paixões devem ser avaliadas pela razão e controladas pela vontade. Aquela virtude a que Platão e Aristóteles chamavam autocontrolo. Não é uma das chamadas virtudes cardeais, mas um ingrediente necessário em cada virtude. Esta suposição clássica é quase a definição de civilização. Mas os românticos, existencialistas, Freudianos e muitos outros convenceram muita gente na nossa cultura que o absolutismo moral é opressivo e insalubre. Se abraçarmos o princípio oposto e deixarmos que a paixão governe a razão, em vez de que a razão oriente a paixão, há pouca esperança de moralidade ou de civilização.

Obviamente, a coisa mais possante e atraente das paixões são as de carácter sexual. São, portanto, também as mais viciantes e densas. Assim, dificilmente poderia haver um enfraquecimento mais poderoso do nosso conhecimento e vida moral do que a revolução sexual. Já a procura de liberdade sexual tem substituído um dos instintos mais fortes da natureza: a maternidade. Milhões de mães contratam anualmente os serviços de assassinos profissionais legais, chamados médicos ou enfermeiros, a fim de matar os seus próprios bebés por nascer. Apenas é possível pelo impulso fundado em motivos sexuais que é dado ao aborto. Pois o aborto é o controlo dos nascimentos e o controlo da natalidade é a exigência para ter relações sexuais sem ter bebés. É o desfrutar do pecado sem acartar com as suas consequências. Temos saudades da cegonha que trazia os bebés de Paris e que foi substituída por um controle de natalidade apresentado em Powerpoint.

O divórcio é um segundo exemplo do poder da revolução sexual que mina os princípios morais fundamentais. Suponha que haja alguma prática, não relacionada com o sexo, a qual teria os seguintes resultados documentados: em primeiro lugar, traindo a pessoa que você alega mais amar, a pessoa a quem você tinha prometido sua vida, traindo sua promessa solene; em segundo lugar, o abuso moral dos filhos que criou e prometeu proteger, criando cicatrizes mais infinitamente profundas nas suas almas que qualquer outra coisa excepto o directo e violento abuso físico, tornando-se muito mais difícil para eles o alcançar vidas felizes ou casamentos; em terceiro lugar, prejudicar, minar e destruir provavelmente a sociedade futura. Esta prática não deveria ser universalmente condenada? No entanto, é exactamente isto o que o divórcio é e é universalmente aceite. É curioso que a traição é geralmente condenada a menos que essa mesma traição seja de índole sexual! A Justiça, a honestidade, o não prejudicar ninguém, são sempre princípios morais universalmente aceites, a menos que interfiram com o sexo.

O resto da moralidade tradicional ainda é amplamente admitida e ensinada mesmo em séries da TV, telenovelas e filmes de Hollywood. A força motriz do relativismo moral parece ser quase exclusivamente de ordem sexual. O “porque deve ser” e o que nós devemos fazer sobre isso são duas outras questões que exigem muito mais tempo e reflexão. Mas se você quiser uma curta suposição numa resposta a ambas, esta é a melhor conclusão. Penso que um secularista apenas deixou um substituto de Deus, apenas uma experiência num mundo dessacralizado que ainda lhe dá algo como a emoção mística, uma vibração auto-transcendente do êxtase para a qual Deus criou todas as almas. A menos que ele seja um surfista ou um drogado, essa experiência tem que ser o sexo. Nós fomos concebidos para algo mais que a felicidade; estamos destinados à alegria. Tomás de Aquino escreve com lógica simples, "o Homem não pode viver sem alegria. Alguém privado das verdadeiras alegrias espirituais tem de se compensar com os prazeres carnais".

Drogas e álcool são atraentes, porque eles declaram alimentar a mesma necessidade. Faltando-lhes, porém, a grandeza ontológica do sexo, eles fornecem a mesma emoção semi-mística: a transcendência da razão e consciência de si mesmo. A afirmação não é referida como condenação moral, mas como análise psicológica. Na verdade, e embora possam parecer chocantes, o viciado está mais próximo da profundeza da Verdade que o mero moralista. Ele está olhando para o melhor da coisa em alguns dos piores lugares. A exigência de um psíquico no qual ele transcenda a moralidade é muito errado, mas simultaneamente muito correcto. Porque fomos projectados para algo além da moralidade, algo em que moralidade será transformada: a união mística com Cristo. O sexo é apenas a prefigura. Os absolutistas morais jamais esquecem que a moralidade, embora absoluta, não é definitiva. Não é o nossa Summum Bonum. O Sinai não é a terra prometida; é Jerusalém. E na nova Jerusalém, o que finalmente acontece como último capítulo da história da humanidade, é um casamento entre o Cordeiro e sua noiva. Privado desta Jerusalém, tem de se comprar na Babilónia. Se nós não adoramos a Deus, adoramos os ídolos, mesmo que esse ídolo se possa revestir da imagem de Deus, pois somos por adoradores da natureza.

Finalmente, qual é a cura? Ela tem de ser um remédio mais forte do que a filosofia. Assim, em três palavras, a resposta a esta última e também mais prática questão. O que podemos fazer em relação a isso? Qual é a cura? Essas três palavras são totalmente banais. Elas não são um argumento filosófico, mas exigências bíblicas de Deus: arrependimento, Palavra de Deus e oração. Confissão, santidade, adoração. Não há nenhuma outra resposta e não se pode pensar em mais nada para salvar esta civilização a não ser na Igreja e seus Santos a proclamarem a Palavra da Verdade. Descrição: http://www.microsofttranslator.com/static/img/tooltip_logo.gif?156769Descrição: http://www.microsofttranslator.com/static/img/tooltip_close.gif?156769

(Adaptado)
Original
Neither philosophy nor science nor logic nor common sense nor experience have ever refuted traditional moral absolutism.

domingo, 23 de outubro de 2011

Relativismo 11 - Pelo absolutismo moral: a linguagem moral

Em quinto lugar, temos o argumento da linguagem moral. Este argumento é bastante óbvio e é usado por C. S. Lewis no início do seu livro “Mere Christianity”. É baseado na observação do que as pessoas falam. Elas não se limitam a batalhar, elas falam sobre o certo e o errado. Isto é, elas agem como se acreditassem no objectivamente real e nos princípios morais universalmente vinculadores. Se apenas desejos subjectivos e paixões humanas estivessem envolvidos, tratar-se-ia meramente de uma competição de força entre pessoas, ou somente de paixões concorrentes dentro de uma pessoa. Se estou com mais com fome do que cansado, eu vou comer, se estou mais cansado do que faminto, vou dormir. Mas nós dizemos coisas como: "Isso não é justo”, ou, "que tem a ver com isso?" Se o relativismo fosse verdadeiro, o argumento moral seria tão estúpido quanto o seria discutir sobre sentimentos: "sinto-me óptimo" ou "não, sinto-me mal".

Na verdade, a linguagem moral que todos nós usamos diariamente - linguagem que elogia, culpa, aconselha ou comanda -, seria estritamente inútil e sem sentido se o relativismo fosse verdade. Nós não elogiamos ou culpamos agentes não-morais como, por exemplo, as máquinas. Quando a máquina automática dos sumos em lata rouba o nosso dinheiro sem entregar uma lata de sumo, não podemos argumentar com ela, chamá-la pecadora, ou dizer-lhe para se ir confessar. Nós pontapeamo-la. Assim, quando alguns dos nossos psicólogos nos dizem que somos apenas máquinas muito complexas eles estão apenas afirmando que a moralidade é apenas um pontapé muito complexo. Isso é tão absurdo que nem sequer merece um debate. Penso que isto apenas merece uns pontapés, o que é, nem mais nem menos, praticar o que pregam: pontapear, mas de forma honesta. O argumento é simples: a linguagem moral é significativa, não existe sem sentido. Todos nós sabemos disso. Sabemos como usá-la e praticamo-la. O relativismo não pode explicar este facto.

Santificação III

3. Crítica SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA (obras salpicadas pela graça) Normalmente acontece que os crentes recentemente convertidos são levados a...