É uma constatação simples de ser observada o facto de que não somente os padrões morais que, há 20 ou 30 anos, eram indiscutivelmente cristãos e pelos quais se conseguia traçar uma fronteira entre o mundo cristão/evangélico e o não-cristão não mais existem ou apenas foram relegados para a prateleira do relativismo, mas que, igualmente, a doutrina pregada e anunciada tem sofrido um ataque perigoso e poderoso não apenas do meio intelectual e social, mas, mais perigoso e profundo, do interior da própria Igreja e seus dirigentes. O namoro dos crentes e seus líderes com a filosofia utilitária tem tornado a Igreja numa arena de show-off, digna dos mais medíocres programas da TV, em que o importante é o estilo, o entretenimento em detrimento da apresentação da Verdade.
Teologia e Apologética Cristã em Portugal. Reflexões bíblicas e sociais à luz das Escrituras.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
A igreja contemporânea e a boa doutrina
É uma constatação simples de ser observada o facto de que não somente os padrões morais que, há 20 ou 30 anos, eram indiscutivelmente cristãos e pelos quais se conseguia traçar uma fronteira entre o mundo cristão/evangélico e o não-cristão não mais existem ou apenas foram relegados para a prateleira do relativismo, mas que, igualmente, a doutrina pregada e anunciada tem sofrido um ataque perigoso e poderoso não apenas do meio intelectual e social, mas, mais perigoso e profundo, do interior da própria Igreja e seus dirigentes. O namoro dos crentes e seus líderes com a filosofia utilitária tem tornado a Igreja numa arena de show-off, digna dos mais medíocres programas da TV, em que o importante é o estilo, o entretenimento em detrimento da apresentação da Verdade.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Eu acredito na Verdade!
O que é a Verdade? Na situação contemporânea a pergunta soa como uma questão fora de moda, poeirenta e desusada. Claro que o conceito da Verdade não tem sido ignorado nem definitivamente negado, mas é estranho considerar como o mesmo conceito tem sido tratado nesta geração. A Verdade tem sido deslocada da esfera do facto para a da fantasia; tem sido relegada como uma simples questão de opinião, uma experiência psicológica ou a simples expressão de um preconceito.
Tem sido movida para o mais alto nível da especulação filosófica onde apenas pode ser expressada na mais esmerada linguagem técnica e académica. Outros afirmam que a Verdade não pode ser expressa, mas apenas aceite em silêncio. Numa Babel intelectual todas as vozes têm de ser iguais e não somente tudo deve ser questionado, mas também todas as respostas devem ser negadas. Com efeito, encontramo-nos numa situação singular: se eu declaro conhecer a verdade exponho-me a todo o tipo de acusações de intolerância e dogmatismo.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Sinceridade somente?
Porque é que Deus pede fé em Jesus para se ser salvo? Quase toda a gente está de acordo que o sentimento profundo de sinceridade deveria bastar. O que Deus quer mais que um coração sincero? É tudo o que um bom homem ou mulher quer na vida.
Ninguém aceita a sinceridade como suficiente em qualquer outro domínio sem ser a religião. Ela pode ser necessária, mas não é suficiente. É suficiente que o seu médico ou contabilista seja sincero? É a sinceridade uma condição única para evitar morrer de cancro ou ir à falência? Não é! Porque seria então diferente para salvá-lo do inferno?
A concepção moderna da religião difere bastante daquela que outrora era sustentada: |
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Manifesto Cristão
A maior parte do cristianismo evangélico hoje é fundamentado em clichês. A maior parte do nosso cristianismo vem de músicos que se dizem cristãos, e não da bíblia. A maior parte do que os evangélicos acreditam é ditado pela cultura secular e não pela escritura.
Poucos são os que encontram a porta estreita. Consequentemente, as ideias mais populares possivelmente não são os conceitos mais próximos da verdade bíblica. Nos dias de hoje, desconfie de qualquer “Best-seller”. Desconfie de qualquer um que for sucesso ou um furacão de vendas, simplesmente porque a genuína verdade cristã jamais foi e nunca será “digerida” pelas massas. A maior prova disso, é que mataram o seu autor. Se caiu no gosto da maioria é falso. Lembre-se, Jesus se referiu aos seus verdadeiros seguidores como “pequenino rebanho”.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Faleceu John Stott

Faleceu na tarde desta quarta-feira, 27, o líder e evangelista londrino John Stott. Segundo informações do presidente do ministério que carrega o nome do líder, Benjamin Homam, a morte aconteceu às 3:15 (horário de Londres) por complicações relacionadas à sua idade avançada -Stott tinha 90 anos-. Nas últimas semanas, Stott já não vinha se sentindo bem.
Família e amigos haviam se reunido recentemente com Stott. Homam frisou ainda que o ministério já se preparava para o pior. “Stott deixou um exemplo impecável para lideres de ministérios em todo o mundo. Deixou para muitos um amor pela igreja global, e uma paixão pela fidelidade bíblica e amor pelo Salvador”.
Considerado uma das mais expressivas vozes da Igreja Evangélica contemporânea, o inglês Jonh Stott nasceu em 27 de abril de 1921. Foi um agnóstico até 1939, quando ouviu uma mensagem do reverendo Eric Nash e se converteu ao cristianismo evangélico.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Pregação - J. C. Ryle
A importância da pregação é que ela é o instrumento escolhido por Deus para fazer o bem às almas. Por ela pecadores são convertidos, duvidosos são esclarecidos e os santos instruídos. O ministério da pregação é absolutamente vital para a saúde e prosperidade da igreja visível. O púlpito é o lugar onde as mais importantes vitórias do Evangelho foram ganhas e nenhuma igreja nunca fez muito pelo avanço da verdadeira religião onde o púlpito é negligenciado. Queremos saber se um ministro o é verdadeiramente? Se o é, ele dará o melhor da sua atenção às suas pregações. Ele trabalhará e orará para tornar a sua pregação eficaz e dirá à sua congregação que o seu objectivo são os resultados mais importantes nas almas.
J. C. Ryle
segunda-feira, 4 de julho de 2011
O fim do Cristianismo
Falando do fim do cristianismo não significa que me refira ao advento de Cristo, ou a sua segunda vinda, tal como profetizado; não falo do arrebatamento da Igreja ou de qualquer cataclismo que possa colocar em causa a vida ou a existência da Igreja visível de Deus.
Falo tão-somente do fim do verdadeiro Cristianismo em troco de outro cristianismo, mais moderno, mais apetecível, mais concordante com a linha de pensamento actual.
Falo daquele Cristianismo que é para os pecadores. Falo da normal e simples declaração da grande maioria das igrejas da suposta suficiente afirmação “ama a Deus acima de todas as coisas e o teu próximo como a ti mesmo” como sendo o suficiente fundamento para o alicerçar do cristianismo como se este sentimento fosse o centro do verdadeiro Cristianismo; que o cristão ao tentar provar possuir este amor por si só é causa suficiente para fazer parte da membrasia da Igreja.
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