segunda-feira, 4 de julho de 2011

O fim do Cristianismo

Cruz no Céu Erik Reis
Falando do fim do cristianismo não significa que me refira ao advento de Cristo, ou a sua segunda vinda, tal como profetizado; não falo do arrebatamento da Igreja ou de qualquer cataclismo que possa colocar em causa a vida ou a existência da Igreja visível de Deus.
Falo tão-somente do fim do verdadeiro Cristianismo em troco de outro cristianismo, mais moderno, mais apetecível, mais concordante com a linha de pensamento actual.
Falo daquele Cristianismo que é para os pecadores. Falo da normal e simples declaração da grande maioria das igrejas da suposta suficiente afirmação “ama a Deus acima de todas as coisas e o teu próximo como a ti mesmo” como sendo o suficiente fundamento para o alicerçar do cristianismo como se este sentimento fosse o centro do verdadeiro Cristianismo; que o cristão ao tentar provar possuir este amor por si só é causa suficiente para fazer parte da membrasia da Igreja.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Faço o que não quero e o que quero não faço…

Nunca as palavras do apóstolo Paulo foram tão reais como o são neste momento ( e outros) quando o cristão se tenta comprometer com o seu Deus. Por mais oração que se faça, por mais resoluções que se imaginem, por mais tentativas que se tomem a realidade exterior é uma e contrária à exteriorizada.
A vontade, aquela faculdade que a mente tem de escolher uma determinada coisa num dado momento, é uma; o executar é outro. A carne toma frequentemente a vantagem sobre a mente “obrigando” esta a escolher o contrário daquilo que ela sabe que não o deve ser. Não considero uma esquizofrenia espiritual nem uma qualquer bipolaridade existente na qual a mente vagueia, oscilando quer para uma realidade, quer para outra. Considero antes uma guerra em que o inimigo, a carne com toda a sua concupiscência, banhada de pecado e gostos contrários à lei de Deus, frequentemente sujeita às escolhas conduzidas por uma mente ela também sujeita à nefasta influência da realidade pecaminosa. Esta guerra apenas é real, ou melhor, toma todo o seu significado, numa mente que outrora esteve sujeita à iluminação por uma consciência tocada pela graça divina. Nas mentes sempre empobrecidas e cuja única realidade é a ausência da lei de Deus a mente nunca terá, ou viverá, este dilema. A sua vontade é apenas uma: satisfazer as inclinações da carne.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O porquê dos "males" lusitanos...

Celebra-se hoje a festa da Imaculada Conceição de Maria, padroeira e rainha de Portugal. Foi D. João IV quem decidiu consagrar o país a Nossa Senhora, após a restauração da independência, desde então nunca mais os reis portugueses voltaram a colocar a coroa na cabeça.

Uma devoção com raízes que se perdem no tempo, como recorda o reitor do Santuário de Vila Viçosa, padre Mário Tavares de Oliveira. “Vila Viçosa é o primeiro tempo dedicado à Imaculada Conceição na Península Ibérica, que denota no século XIV um crescendo desta devoção, culminando com o acto de D. João IV, que no dia 25 de Março de 1646, proclama Nossa Senhora da Conceição padroeira de Portugal.”

Tendo em conta esta "saudade" própria do povo português à volta do mito de um qualquer D. Sebastião, um "escolhido" que livrará o povo, sebastianismo resultante do desencanto lusitano pelo presente, seja ele qual for, que provoca aquele mal-estar de nunca se estar bem onde se está, de só se querer ir onde não se quer, importa referir que a dinastia de Bragança, aquando da restauração da independência em 1640, elegeu a deusa pagã Maria, suposta e infelizmente nomeada rainha dos céus pela alegada igreja católica romana, como rainha de Portugal. Desde 1646 que os Reis de Portugal são representados sem coroa nas suas cabeças. Ela está colocada nessa deusa pagã. Este sacrilégio tem directas consequências sobre o futuro tanto ético, como económico, como político, deste jardim à beira-mar plantado. O abandono do Criador em favor da criatura tem consequências gravíssimas.

Não vale a pena tecer considerações sobre a resolução de problemas no nosso país. O grande problema começa pelas prioridades...

domingo, 31 de outubro de 2010

31 de Outubro

Enquanto no mundo este dia 31 de Outubro é comemorado como o "Dia das Bruxas", uma invenção e tradição norte-americana directamente trazida das religiões pagãs e, infelizmente, adoptada por quase todos os países ocidentais, esta data é principalmente importante porque foi neste dia, em 1517, que um monge arriscou a vida pregando na catedral de Wittenberg, Alemanha, as suas famosas 95 teses que despoletariam o movimento reformador chamado Protestante.

Ao desafiar a autoridade do Papa e os ensinos da religião Católica Romana no que respeita às indulgências e penitência, Martinho Lutero abriu a porta ao debate teológico que culminaria com o estender da doutrina protestante, mãe (ou para alguns madrasta) dos movimentos evangélicos tal como os conhecemos hoje.

31 de Outubro é, igualmente, um dia negro na história religiosa contemporânea. Em 1999 a igreja Luterana e a Católica assinam uma declaração conjunta sobre a doutrina da Justificação, doutrina essa que esteve no âmago das discussões teológicas no séc. XVI e cujo enunciado protestante originou a cisão com a então religião estatal. Esquecendo há muito as suas origens, as igrejas das várias denominações tendem a cair, não a subir. E os princípios teológicos, que para muitos apenas são pormenores, revestem-se cada vez mais de uma importância crucial nesta selva teológica. Os luteranos concordam com a doutrina soterológica dos católicos ressalvando diferentes desdobramentos, ou seja, os luteranos são católicos romanos. E muitos há que enveredam pelos mesmo caminhos de relaxe e frouxidão teológicos. Martinho Lutero, Calvino e outros gigantes da Reforma têm as suas memórias traídas...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Por mais que leia e releia, J. C. Ryle é, inconfundivelmente, um dos meus escritores cristãos de eleição. Considero o seu legado único tanto pela sua profundidade espiritual fundada na são doutrina, como fácil legibilidade e pertinência nos temas. Ler J. C. Ryle é mergulhar numa teologia prática, simultaneamente austera e calorosa, pragmática e erudita. Quem nunca leu Holiness? Ou Pratical Religion? Ou os comentários do Novo Testamento? Ou os seus Daily Readings? Ele consegue dizer as mesmas coisas sempre de uma maneira diferente e atraente, descontraída e sóbria. Com a leitura das obras de J. C. Ryle o mundo evangélico está, indubitavelmente, mais espiritual e academicamente rico. Também mais responsável!

J. C. Ryle é altamente recomendado para aqueles que não se contentam na sua meninice cristã e anelam por um crescimento espiritual sólido e sustentado. Os outros podem sempre ler livros de motivação pessoal que pululam as nossas livrarias...

sábado, 28 de agosto de 2010

Actualidade do Cristianismo

http://jonasmadureira.blogspot.com/

Tomo a liberdade de referir a hiperligação supra referente a um blog cujo conteúdo costuma ser bem interessante, actual e pertinente.

Nesta última intervenção o autor toca num ponto deveras importante: estamos no século XXI!

"Ouvindo algumas pregações aqui e acolá, em canais de TV e em igrejas, percebo que muitos dos discursos e pregações de nossos dias estão muito distantes de ser comparados às pregações empolgantes de Jesus. Acredito que uma das razões seja a nossa incapacidade de ler nosso tempo, agravada pela pobreza de nossa leitura dos desígnios de Deus, expressos nas Escrituras. Quando digo “ler nosso tempo”, digo “ler as pessoas de nossos dias”. Jesus entendia o homem de seu tempo como ninguém. Ele compreendia as questões que o homem de seu tempo fazia e, por isso, respondia de forma relevante aos publicanos e pecadores de seu tempo.

Em contrapartida, nossa leitura do varão hodierno — ops! do homem de hoje! — é vergonhosa. Não entendemos seus pensamentos, não entendemos suas questões. Às vezes, tenho a impressão de que a maioria de nós está falando para homens do século XIX, e não só com uma linguagem oitocentista, mas — o que é pior ainda — usando uma lógica e um tipo de reflexão e postura intelectual que é típico do universo espiritual oitocentista."

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A preguiça afinal é uma doença... segundo a ciência.


Afinal a preguiça não é pecado, é apenas uma doença, segundo os médicos Richard Weiler e Emmanuel Stamatakis (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=464051) De acordo com estes médicos a preguiça "deve ser considerada como doença, porque a ligação entre sedentarismo e saúde é muito forte".

A preguiça não é mais pecado, o que contraria as Escrituras e até o próprio bom senso, "Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?", Provérbios 6:9. Por várias vezes a Bíblia nos adverte contra a preguiça sendo que esta está em plena oposição com a diligência. O povo de Israel foi admoestado contra a preguiça de tomar a terra prometida (Juízes 18:9); os cretenses eram preguiçosos, mentirosos e bestas ruins (Tito 1:12).

Convém salientar que as bases fundamentais de uma sociedade como o trabalho, governo e família, conforme nos é descrito em Génesis mesmo antes do relato da queda, são os sectores mais frequentemente atacados na nossa sociedade. No que respeita ao trabalho sublinhamos que o mesmo não é resultado da queda. Não trabalhamos porque é uma maldição. O suor no trabalho é que é uma maldição imposta por Deus, resultado da queda no Éden. Ora, se trabalhar é penoso e a preguiça, ou recusa em trabalhar, apenas uma doença e não uma resistência ao mandamento de Deus, então o que o Homem precisa é de terapia e não de arrependimento. Psicologia moderna: alívio do sentimento de culpa e auto-comiseração. Transformar a preguiça - pecado - em doença é mais uma tentativa diabólica de subjectivar a obra de Satanás elevando o Homem e o seu ego ao nível de Deus: "Vós sereis como Deus!", dizia o diabo no Éden.

Passamos a ter a humanidade como doentes, não como pecadores. O problema é que Cristo não os veio salvar, pois Cristo apenas salva pecadores, não doentes. A psicologia salva doentes, não pecadores.

Santificação III

3. Crítica SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA (obras salpicadas pela graça) Normalmente acontece que os crentes recentemente convertidos são levados a...