terça-feira, 10 de março de 2015

Os 25 países mais ateus

http://www.infobarrel.com/25_Most_Atheist_Countries_in_the_World

Os 25 países mais ateus. A nossa velha Europa tem 19 países nesta lita negra. Dos outros temos ainda dois que foram directamente colonizados e evangelizados pela outrora grande potência Gra-Bretanha.

Uma civilização só é derrotada por fora quando há muito já foi vencida por dentro!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Espírito age como quer



Sempre me surpreendeu a maneira como Deus realiza e leva avante o seu trabalho na Terra. Fora dos parâmetros frequentemente idealizados pelo homem, por mais calvinista, arminiano ou qualquer outra coisa que seja, sem se limitar ao balizamento do preconceito religioso ou social, Deus age, trabalha e realiza. O Homem gosta de se sentir seguro e essa segurança só lhe é outorgada pela completa compreensão do que se passa à sua volta, do que vê acontecer e do que crê que esteja a acontecer. Na ânsia de tudo querer compreender estabelecem-se leis e limites. Tudo o que não esteja estremado por essas leis e limites será erro, mentira, porque indecifrável e não compatível com a crença de que as coisas para acontecerem de “maneira normal” devem acontecer daquela maneira que pré-estabelecemos, ou melhor dizendo, “à nossa maneira”. Tudo o resto é objecto de desconfiança, de decomposição crítica e, em última análise, de rejeição por vezes – talvez muito frequentemente – de uma forma violenta, seja por palavras ou actos. Há uns dias um familiar deu-me uma notícia bastante inesperada e, simultaneamente, emocionante. À conversa com uma senhora esse meu familiar repetiu o que ela lhe havia dito: “não me posso esquecer que foi no seguimento de uma pregação do seu filho que Deus me converteu!” Passados mais de 10 anos. E continua firme. Nessa pregação não houve apelos, choros, música temática ou quaisquer outros artifícios humanos para dar um empurrão às decisões. Sei que não houve porque fui eu a pregar. Além do mais só vim a saber passados estes anos todos. Nem sequer conheço a senhora em causa. 

Relato este caso, pois não sou o pastor convencional. Nada disso. Sempre me senti de certa maneira culpado e constrangido não pela minha rebeldia em relação àquilo a que se chama de convencional, mas pelo facto de nunca ter conseguido ser um pastor como os demais, como os meus amigos que admiro e cujo exemplo tento, de certa maneira, imitar. Mas Deus trabalhou, não por causa de mim, mas apesar de mim. Fiquei comovido pois o desalento e falta de coragem face às dificuldades exteriores e, principalmente, interiores são uma montanha quase sempre prestes a desabar sobre o que resta da minha coragem. Fiquei comovido pois vejo a obra de Deus a ser feita, em silêncio, discreta como uma brisa suave, sem violência, sem técnicas. Apenas a ser realizada.

sábado, 7 de dezembro de 2013

O que para aí vem...


A teoria de uma conspiração universal destinada a estabelecer uma nova ordem mundial não é propriamente uma novidade. Essa tendência, de uma maneira ou de outra, já teve eco em quase todas as eras. Desde os primórdios da humanidade que o Homem sonha a conquista, a dominação, o estabelecer a sua própria ordem e regras. Os impérios, as colonizações são meras sombras de uma vontade inata de subjugar o Homem pelo Homem, de fazer prevalecer, a maior parte das vezes pela força, os usos e costumes do mais forte retirando daí dividendos materiais, sociais e morais.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Como Jesus Vem a Newtown?


"Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se. . . porém um, que como nós, em tudo foi tentado." (Hebreus 4:15)

Assassinato em massa (ou massacre) é a razão pela qual Jesus veio ao mundo da maneira que ele veio. Qual o tipo de Salvador que nós precisamos quando nossos corações são triturados por perda brutal?

Nós precisamos de um Salvador sofredor. Nós precisamos de um Salvador que tenha provado o cálice do horror que nós estamos sendo forçados a beber.

E é assim que ele veio. Ele sabia o que este mundo precisava. Não um comediante. Não um herói desportivo. Não uma estrela de cinema. Não um génio político. Não um médico. Nem mesmo um pastor. O mundo precisava do que nenhum mero homem poderia ser.

O mundo precisava de um sofredor Soberano. Mero sofrimento não resolveria. Mera soberania não resolveria. Um não é forte o suficiente para salvar, a outra não é fraca o suficiente para simpatizar.

Então, ele veio como quem ele era: o Rei compassivo. O Conquistador moído. O Leão como um cordeiro. O sofredor Soberano.

Agora ele chega em Newtown, Connecticut.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Os “apóstolos” e os outros…

altar-callRecentemente gravei o filme do Robert Duvall cujo título é “O apóstolo” (http://www.imdb.com/title/tt0118632/). Não conhecendo o dito filme fiquei curioso com o título adivinhando que se trataria de mais um filme épico sobre a vida de Paulo, ou Pedro, ou outro apóstolo cujo ministério estaria descrito nas Escrituras. Completamente errado! Trata-se da história de um pastor pentecostal, na América profunda, cuja vida tomou um outro rumo devido a situações extra-conjugais igualmente provocadas pela sua mulher e outro pastor da mesma igreja.
Na minha opinião, neste filme é muito bem retratado a igreja pentecostal norte-americana numa América profunda fanaticamente ligada ao cristianismo, cheia de sensacionalismo, de barulho, de manifestações sensuais, com pouca pregação, mas bastante êxtase e emoção. Não raro é observar a confusão gerada em tais meios onde o “espiritual” é, na sua esmagadora maioria, confundido com o sensual e espectacular. Vem-me à memória o livro de John MacArthur sobre os carismáticos onde escreve “A obra do Espírito ficou confundida com êxtases pagãos” (Os Carismáticos, Editora Fiel, 1981, pág.. 109).

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ainda sobre o dia da mãe…

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Mais uma vez devo e vou contra a corrente. Nunca compreendi claramente o porquê dos evangélicos comemorarem em suas congregações um dia dedicado às mães. Por mais que busque uma razão nas Escrituras, a mesma teima em não aparecer. Sempre pensei que os cultos nas igrejas evangélicas deveriam primar pela simplicidade onde Deus e a sua obra deveriam ser o centro das atenções, onde a pregação da Palavra deveria ser fulcral, onde o louvor a Deus deveria ser exercido de uma maneira solene e respeitosa, onde a oração deveria tomar uma posição mais central, enfim, tudo aquilo que Jesus Cristo mais fazia enquanto homem na Terra. Tudo o resto se desnecessário, se não explicitamente ordenado, deveria ser pura e simplesmente erradicado de um culto.

sábado, 12 de maio de 2012

Catolicismo romano sem vergonha

Não que não seja nng1934181ada a que não estejamos habituados neste pobre país tão rico em cultura, mas tão pobre em princípios. Segundo noticiado no Jornal de Notícias do Porto, cristo foi à Católica fazer uma TAC (leia a notícia aqui). A estátua que representa a imagem do nosso Senhor de Matosinhos, antiga de cerca de 700 a 900 anos, é o objecto de um trabalho de Alexandre Maniés que procede à consolidação e ao restauro da escultura no âmbito de um mestrado na Universidade Católica. “Financiado pela autarquia, o trabalho permitiu perceber o avanço da degradação, causado insecto xilófago (bicho da madeira) e por restauros mal pensados.”

sábado, 28 de abril de 2012

O que para aí vem...


A teoria de uma conspiração universal destinada a estabelecer uma nova ordem mundial não é propriamente uma novidade. Essa tendência, de uma maneira ou de outra, já teve eco em quase todas as eras. Desde os primórdios da humanidade que o Homem sonha a conquista, a dominação, o estabelecer a sua própria ordem e regras. Os impérios, as colonizações são meras sombras de uma vontade inata de subjugar o Homem pelo Homem, de fazer prevalecer, a maior parte das vezes pela força, os usos e costumes do mais forte retirando daí dividendos materiais, sociais e morais.

O que distingue a sede de conquista do antes e do agora é a sua universalidade e meios disponíveis. Universalidade porque o planeta está encurtado devido à proximidade facultada sobretudo e principalmente pelos meios de comunicação. Quando a figura do Cristiano Ronaldo se torna mais familiar que a do nosso vizinho do lado então é porque alguma coisa de inédito se está a passar. São estes mesmos meios disponibilizados por uma “sociedade onde o poder é inseparável da riqueza e a riqueza é inseparável da velocidade. Não poder democrático, mas poder domocrático – do grego dromos, corrida – e toda a sociedade é uma sociedade de corrida” (Paul Virilio) que está fazendo desta sociedade uma sociedade cosmopolita global. Mesmo a democracia deve a sua expansão à influência do progresso das comunicações a nível global.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

10 considerações sobre a Igreja actual

Ninguém pode, em toda a honestidade, negar a realidade de uma crise na Igreja da Europa. O fechar os olhos à crise eclesiástica não é uma prova de amor, pois o verdadeiro amor não aceita cega e passivamente os defeitos do ser amado. Qualquer observador atento concorda que existe uma verdadeira perturbação na Igreja europeia. Como se manifesta esta crise?

1. A descristianização da Europa. “Deus está morto”, escreveu Nietzsche e é este o refrão que ecoa na existência de uma sociedade anestesiada pelo conforto, abundância e luxúria. O Paraíso tem-se tornado um subúrbio da grande cidade Terra e a existência terrestre tem sido a única realidade presente. A maior tarefa que o europeu emprega neste século XXI é de tornar esta existência o mais prazenteira possível. Todo o pensamento humano se tem tornado existencialista, todos os seus esforços se têm concentrado no melhoramento das condições da vida presente.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cristianismo contemporâneo


Grande parte dos argumentos apresentados pelos proponentes de mudanças drásticas na liturgia, música e estilo na Igreja de Cristo provêm da teoria das zonas cinzentas. Segundo eles, as zonas cinzentas, áreas de incerteza prática e/ou teológica são um justificativo para operar medidas de transformação no que etiquetam de velho, rotineiro ou desmodado. Consciente ou inconscientemente – esta última devido a deficiências no ensino bíblico – os actores da igreja contemporânea elegem esta última como um palco por excelência para as suas actividades modernas em busca de granjear mais e mais indivíduos para os bancos da Igreja. O que não têm noção é que o cinzento é apenas a mistura do branco e do preto que povoa o texto bíblico desde o Génesis até ao Apocalipse e que Deus explana todo o seu ensino em termos dualísticos, ou seja, em branco e preto: bênção/maldição, amor/ódio, vida/morte, pecado/santidade, Deus/diabo, bem/mal.

Sob pretexto de “querer” salvar ou contribuir para a salvação de almas, o crente contemporâneo faz uso de toda a panóplia de técnicas e recursos existentes que bastantes provas têm dado no mundo das vendas e do marketing. O refrão é: “não devemos chocar os descrentes”, “devemos dar-lhes o que eles querem”, “devemos fazer com que a Igreja seja um local prazenteiro para eles”. Bastante pragmáticos, eles acarinham a máxima de que “os fins justificam os meios”.